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Eugenia Munster

Blogadinha, em 08.05.14

 

 

«Garantiu a si mesma que estava encantada com os familiares novos; professou a si mesma que, tal como o irmão, sentia uma satisfação sagrada por ter encontrado uma família. É certo que desfrutava ao máximo da gentileza da deferência dos parentes. Tinha, no conjunto, recebido grandes demonstrações de admiração, e a sua experiência de cumprimentos bem aplicados era bastante considerável; mas sabia que nunca tinha sido um poder tão real, nunca contara tanto, como agora quando, pela primeira vez, o nível de comparação do seu pequeno círculo era indeterminável. Na verdade, a sensação de que as boas pessoas à sua volta não tinham, em relação à sua notável pessoa, nenhum padrão de comparação, dava-lhe uma sensação de poder quase ilimitado. Era verdade, dizia a si própria, que se por este motivo não conseguissem descobrir nada contra ela, poderiam talvez deixar de perceber alguns dos seus pontos superiores; mas rematava sempre as suas reflexões declarando que trataria disso.» 

 

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No dizer que "a arte faz a vida e o interesse a importância".

Contradizer: que a vida é arte e os predicados boa vizinhança. 

Enxertado em leitura pachorrenta: Os Europeus - Henry James. 

 

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Comentários

De Miguel Alexandre Pereira a 08.05.2014 às 17:47

Uma grande citação, confesso que fiquei com alguma curiosidade de ler o livro!

De Blogadinha a 27.05.2014 às 16:52

Sem querer defraudar a curiosidade, o melhor parágrafo do livro - online e em inglês encontras rápido.

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